não preciso escrever ou falar bonito quando trato dos meus sentimentos. esse seria o adjetivo mais que paradoxal para se referir a eles.
minha angústia, minha dor, se movimentam aos poucos dentro de mim.
mas como pode? já faz tanto tempo que guardei tudo isso. o que me faz te sentir até os dias de hoje, se está mais do que claro que nossas vidas tomaram rumos diferentes?
poderias ser até saudade, ou ausência de um novo amor. desespero. amor.
peço forças, meios de esquecer. seguir em frente. mas lembranças parecem ter como prioridade voltar a tona.
posso ter cansado de mar, mas lá no fundo ainda existe uma esperança. esperança de que tudo se normalize. e normal sou eu e você!
sábado, 17 de dezembro de 2011
2011
mais um final de ano chegando, e com ele minha suposta sensibilidade...
realmente, analiso todos os fatos: minhas perdas, meus ganhos. é difícil, é nostálgico. quanta besteira eu fiz, quantas coisas deixei de fazer... mas quer saber? valeu a pena. todas as minhas loucuras vão ser, um dia, histórias engraçadas pra contar aos meus filhos e netos. todos os erros vão em servir de lição, para que um dia eu possa servir de exemplo, sentir na pele a dor de um ato incorreto.
ah, laiá. quanto eu vivi! como foi intenso... como foi bom.
as histórias mais longas, mais arrepiantes, mais inovadoras. sim, quero tudo de novo, assim, numa versão 2.0, ou melhor, 2.012.
amores? talvez não, mas paixões sim. das mais ardentes, das mais superficiais, das mais casuais. descompromissadas, coisas de filme, coisas de uma noite. romances que dariam livros, passados rapidamente em uma semana de angústias, bebidas, festas e desapego. romances loucos, que duram, ou não. ciúmes não fundamentados, que acabavam com minha vida social, e ainda o fazem. desejos saciados em meio a madrugada... pouca aventura.
esse ano sim, vai me deixar saudades...
realmente, analiso todos os fatos: minhas perdas, meus ganhos. é difícil, é nostálgico. quanta besteira eu fiz, quantas coisas deixei de fazer... mas quer saber? valeu a pena. todas as minhas loucuras vão ser, um dia, histórias engraçadas pra contar aos meus filhos e netos. todos os erros vão em servir de lição, para que um dia eu possa servir de exemplo, sentir na pele a dor de um ato incorreto.
ah, laiá. quanto eu vivi! como foi intenso... como foi bom.
as histórias mais longas, mais arrepiantes, mais inovadoras. sim, quero tudo de novo, assim, numa versão 2.0, ou melhor, 2.012.
amores? talvez não, mas paixões sim. das mais ardentes, das mais superficiais, das mais casuais. descompromissadas, coisas de filme, coisas de uma noite. romances que dariam livros, passados rapidamente em uma semana de angústias, bebidas, festas e desapego. romances loucos, que duram, ou não. ciúmes não fundamentados, que acabavam com minha vida social, e ainda o fazem. desejos saciados em meio a madrugada... pouca aventura.
esse ano sim, vai me deixar saudades...
quarta-feira, 14 de dezembro de 2011
tarde demais
tal como uma quebra de raciocínio.
foi assim, minha vida se desfez, saiu da rotina, e entrou num outro ciclo.
talvez motivado por outros fatos, pela história que veio anteriormente. loucura, hedonismo, carpe diem... assim ele me conheceu. em meio a efeitos de algo que eu não sou, mas aparentei. difícil conquistar algo quando o reflexo que você transmite é o que você mesmo julga ser feio, distorcido.
uma história afetando outra. mesmo que houvesse vontade de parar, de ser eu mesma,uma dor antiga não deixava. um receio de uma repetição dessa dor implorava que não. como me fazer compreender?
a cabeça é estranha. toma conta de nossas atitudes, sem deixar explicações pra terceiros. ou até para nós mesmos. me controlou, e agora sinto não haver mais chances de alcançar algo que eu cheguei a querer (sim, eu quis. hoje sei.)
foi assim, minha vida se desfez, saiu da rotina, e entrou num outro ciclo.
talvez motivado por outros fatos, pela história que veio anteriormente. loucura, hedonismo, carpe diem... assim ele me conheceu. em meio a efeitos de algo que eu não sou, mas aparentei. difícil conquistar algo quando o reflexo que você transmite é o que você mesmo julga ser feio, distorcido.
uma história afetando outra. mesmo que houvesse vontade de parar, de ser eu mesma,uma dor antiga não deixava. um receio de uma repetição dessa dor implorava que não. como me fazer compreender?
a cabeça é estranha. toma conta de nossas atitudes, sem deixar explicações pra terceiros. ou até para nós mesmos. me controlou, e agora sinto não haver mais chances de alcançar algo que eu cheguei a querer (sim, eu quis. hoje sei.)
terça-feira, 4 de outubro de 2011
angústia.
o grande problema em camuflar uma dor, é que mais cedo ou mais tarde toda a maquiagem vai cair.
não importa quanto tempo você conseguiu segurar suas lágrimas, fingir que você nunca esteve melhor... é sistemático. quanto mais você tenta esconder seu sofrimento, mais ele grita e se multiplica dentro de você.
sinta e vivencie a dor. não se transporte para um personagem de um filme que tem hora pra acabar.
não importa quanto tempo você conseguiu segurar suas lágrimas, fingir que você nunca esteve melhor... é sistemático. quanto mais você tenta esconder seu sofrimento, mais ele grita e se multiplica dentro de você.
sinta e vivencie a dor. não se transporte para um personagem de um filme que tem hora pra acabar.
quarta-feira, 28 de setembro de 2011
se você seguiu o caminho A, tudo bem.
se trilhou o caminho B e ele não te fez bem, legal.
agora entenda, eu também quero saber o caminho a escolher, porém as suas escolhas não serão obrigatoriamente as minhas. as histórias individuais não se repetem necessariamente. eu tenho ânsia de experimentar o caminho, tenho fome de empirismo.
eu só saberei o caminho a seguir quando eu mesma sentir que os demais me destroem.
agradeço, mas o meu conhecimento só se abrange quando, aos poucos, eu crio coragem de me abrir para o mundo.
não há como decorar fórmulas e conceitos do que é viver. para saber, tenho que fazê-lo.
se trilhou o caminho B e ele não te fez bem, legal.
agora entenda, eu também quero saber o caminho a escolher, porém as suas escolhas não serão obrigatoriamente as minhas. as histórias individuais não se repetem necessariamente. eu tenho ânsia de experimentar o caminho, tenho fome de empirismo.
eu só saberei o caminho a seguir quando eu mesma sentir que os demais me destroem.
agradeço, mas o meu conhecimento só se abrange quando, aos poucos, eu crio coragem de me abrir para o mundo.
não há como decorar fórmulas e conceitos do que é viver. para saber, tenho que fazê-lo.
quarta-feira, 6 de julho de 2011
metalinguagem?
em momentos assim:
escrever faz bem.
não sou de me expressar tão bem quanto quando escrevo.
nessa ocasião, eu paro, penso, me deito, me deixo, me solto
me jogo na ideia - mas não sempre.
lava a alma. um banho sem igual!
e na vontade do grito, no desejo do desespero: escrevo.
conclusão de um experiência.
a palavra é: NOJO!
sinto nojo. assim como quando mato uma barata, quando detecto um rato, ou quando sou obrigada a tirar os restos de comida da pia.
pena que não me refiro a coisas - ou talvez, seria?
sim, as pessoas são perfeitas quando você não as conhece tão bem quanto deveria. enganam os olhos, com brilho dissimulado. encantam a alma... pra que tanta mentira? tanta ilusão? e se houvesse como saber das verdadeiras intenções das pessoas? AH, evitaríamos tanto sofrimento, tanta dor.
em qual das portas eu conseguiria encontrar meu equilíbrio... minha harmonia? em qual botão eu clico pra apagar a lembrança? e atenuar meu pessimismo?
é com grande tristeza que vos digo, há experiências que te marcam. e essas marcas podem ser irreparáveis!
(só um desabafo: mas por que foi mesmo que eu passei esse tempo todo aqui? sendo sua cabeça sempre a mesma, e suas atitudes degradáveis? como é que você me enxergou por todo esse tempo? se é que me enxergou...).
quero minha cabeça de volta, quero me respeitar novamente.
quero sua distância, seu esquecimento, mas antes: seu arrependimento.
quero que, literalmente, você caia fora. vá ver se eu estou na esquina, aproveite e fique por lá.
não é que eu esteja revoltada, sou apenas uma mulher de orgulho ferido - o que me torna bastante compreensível.
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