seja lá qual denominação dar ao fato, algo é certo: isso já deveria de ter acabado.
o amor é algo estranho. os clichés são estranhos.
um conceito que de tão desgastado, já perdeu seu sentido. mas que a qualquer dia, aflora de surpresa em nossas mentes. e, só assim, percebemos que aqueles, com os quais aprendemos que "paixão é temporária e amor é algo que se torna perpétuo", tinham realmente a razão em suas repetidas palavras.
esdruxulamente, o amor é perpétuo. anexo-me a uma categoria de ditadora de clichés, pois acabo de vivenciar tal experiência. por mais duro e humilhante, admitir é apenas um primeiro passo. o primeiro passo de uma caminhada que só termina no esquecimento.
sexta-feira, 20 de maio de 2011
domingo, 8 de maio de 2011
tentativas frustrantes.
É difícil arranjar inspiração quando as coisas não estão em seu devido lugar.
Como poderia eu definir meus sentimentos, quando todas as minhas certezas escorriam gota a gota pelo ralo? Ralo este que levou embora minhas perspectivas de um futuro traçado ao longo dos anos. É como se sentir sem o chão, desnorteado, entre o certo e o errado, sem conseguir tomar nenhuma decisão. E quando achamos que passou, estamos mergulhados em um mundo que criamos pra amenizar a dor da desilusão. Mergulhados, e sem previsão pra voltar.
Na busca por uma nova alegria, tomando experiências que contradizem meus princípios, cá estou eu. Arrependida? Não saberia...
"Qualquer experiência é válida". Mas será mesmo que todas elas valeram a pena?
quinta-feira, 3 de junho de 2010
ilusão, alusão, indecisão
às vezes a indecisão nos deixa duvidar nos nossos próprios atos,
da nossa própria verdade.
se terminamos algo, ou acabamos de começar, e estamos confusos
parece que nada vai dar certo.
os planos, antes feitos
parecem agora grãos de areia esparramados dentre os dedos
sem nenhuma utilidade, sem nenhum valor
apenas o pó do que um dia representou algo.
será que volto, ou assim continuo?
será que se acontecesse, daria certo?
e assim segue-se mais um caminho
um caminho de quem nessa vida procura a felicidade
e tenta de deslocar para longe da tristeza e da solidão.
da nossa própria verdade.
se terminamos algo, ou acabamos de começar, e estamos confusos
parece que nada vai dar certo.
os planos, antes feitos
parecem agora grãos de areia esparramados dentre os dedos
sem nenhuma utilidade, sem nenhum valor
apenas o pó do que um dia representou algo.
será que volto, ou assim continuo?
será que se acontecesse, daria certo?
e assim segue-se mais um caminho
um caminho de quem nessa vida procura a felicidade
e tenta de deslocar para longe da tristeza e da solidão.
sexta-feira, 12 de março de 2010
não sei por onde começar
se esse não é o começo, e sim o fim
um fim que não era esperado por mim.
os sentimentos confundem o que a cabeça tenta entender
e eu consigo agora compreender-te.
me arrependo por deixar escapar durante anos
as várias oportunidades que me foram concebidas
e me prender de tal forma
- a aspectos
que hoje me são desnecessários.
se esse não é o começo, e sim o fim
um fim que não era esperado por mim.
os sentimentos confundem o que a cabeça tenta entender
e eu consigo agora compreender-te.
me arrependo por deixar escapar durante anos
as várias oportunidades que me foram concebidas
e me prender de tal forma
- a aspectos
que hoje me são desnecessários.
sábado, 19 de dezembro de 2009
as listras
cabisbaixa
a única presença que meus olhos conseguiram captar foi a das listras brancas.
estas se pronunciavam estáticas em meio a um tom negro, e profundo, tal como aquele momento... intenso.
as listras continuavam lá, tomando um banho de palavras melancólicas
- uma enxurrada delas- palavras que abdicavam minha razão.
além das listras era perceptível o cheiro.
algo bom, natural, peculiar.
me perdia nos detalhes e não fazia questão de me encontrar
talvez nestes mesmos eu achasse minha felicidade,
aquela tão procurada e tão saudosa.
e de reencontro com as listras, estas já não eram as mesmas.
sim, ao meu ver estavam embaçadas, manchadas.
por mais que eu desejasse as enxegar novamente
elas se misturavam com minhas lágrimas
que não deixaram de rolar.
sábado, 12 de dezembro de 2009
perfeita liberdade
confusas confusões
o que fazem em minha cabeça?
retirem-se daí já.
não podem me torturar
focarem em meus erros
ofuscarem meus acertos
os erros?
eu ainda os tento consertar
mas suplico que considerem as minhas tentativas
elas são motivo de grande esforço pra mim
-e que esforço-
me deixem continuar meu trajeto
liberta desses padrões inúteis.
me deixem ser feliz sem culpa.
o que fazem em minha cabeça?
retirem-se daí já.
não podem me torturar
focarem em meus erros
ofuscarem meus acertos
os erros?
eu ainda os tento consertar
mas suplico que considerem as minhas tentativas
elas são motivo de grande esforço pra mim
-e que esforço-
me deixem continuar meu trajeto
liberta desses padrões inúteis.
me deixem ser feliz sem culpa.
sábado, 5 de dezembro de 2009
roda da vida
fico deslumbrada com as voltas que a vida dá.
tanto faz termos, ou não.
o que não temos, cai do céu.
o que possuimos escapa por nossas mãos.
e assim segue.
a roda da vida interminável
onde só a m0rte dá limite.
tanto faz termos, ou não.
o que não temos, cai do céu.
o que possuimos escapa por nossas mãos.
e assim segue.
a roda da vida interminável
onde só a m0rte dá limite.
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